Melhor TV 65 polegadas: as 7 melhores em 2026

A melhor TV 65 polegadas é a LG OLED evo C5. Ela se destaca por entregar pretos perfeitos e contraste infinito para o cinema em casa.
Escolher uma tela grande para a sala de estar deixou de ser apenas sobre resolução. Hoje, a tecnologia do painel dita completamente a sua experiência, seja mergulhando na escuridão de um filme de terror à noite ou tentando assistir a uma partida de futebol em uma tarde ensolarada. Com as atualizações das principais fabricantes este ano, o mercado oferece desde telas que funcionam como verdadeiros quadros iluminados que anulam reflexos até opções com som assinado por marcas de luxo que dispensam soundbars.
Para ajudar você a encontrar o modelo perfeito para o seu ambiente e estilo de uso, colocamos as principais opções à prova, avaliando o comportamento da imagem no breu total, a resistência aos reflexos na luz do dia e a agilidade da interface para pular direto para o seu conteúdo favorito.
Por que confiar em nós
Para garantir recomendações baseadas no uso real e não apenas no que as caixas prometem, montamos cenários que replicam o cotidiano da maioria dos consumidores. Colocamos cada televisor em uma sala de estar simulada, com grandes janelas para avaliar como a tela lida com o sol da tarde e as luzes acesas, analisando a vivacidade das cores e a força dos reflexos no painel.
Também apagamos todas as luzes para observar a profundidade do preto, procurando por vazamentos luminosos (blooming) em volta de legendas em filmes e séries. Para os gamers, conectamos consoles de última geração e PCs para observar o tempo de resposta, o rastreio da imagem em movimentos bruscos de câmera e a fluidez geral da ação. Por fim, gastamos horas navegando pelos sistemas inteligentes e testando a potência e clareza dos alto-falantes integrados com cenas de explosões e shows musicais.
Aviso de transparência: Nossas avaliações são 100% independentes e imparciais. Se você comprar algum produto através dos nossos links, podemos receber uma comissão de afiliado, sem nenhum custo adicional para você.
Melhores TVS 65 polegadas
| Indicação | Produto | Qualidade de Imagem em Sala Escura (Contraste e Pretos) | Desempenho em Ambientes Iluminados (Brilho e Reflexos) | Experiência e Fluidez em Jogos | Usabilidade do Sistema e Navegação | Qualidade de Som Integrado |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Melhor TV premium para cinema em casa | LG OLED evo C5 65" (OLED65C5PSA) | 10.0/10 | 8.0/10 | 10.0/10 | 10.0/10 | 8.5/10 |
| Melhor TV para salas muito iluminadas | Samsung Neo QLED 65" (QN65QN90FGXZD) | 9.5/10 | 10.0/10 | 10.0/10 | 9.5/10 | 9.0/10 |
| Melhor custo-benefício premium com som integrado | TCL QLED Mini LED 65" (65C7K) | 9.0/10 | 9.5/10 | 9.5/10 | 9.0/10 | 10.0/10 |
| Melhor imersão visual com luzes ambiente | Philips The Xtra Mini LED 65" (65PML9118/78) | 7.5/10 | 8.5/10 | 9.0/10 | 8.5/10 | 8.0/10 |
| Melhor TV intermediária para uso diário | Samsung QLED 4K 65" (QN65Q7FAAGXZD) | 7.0/10 | 8.0/10 | 7.5/10 | 8.5/10 | 7.5/10 |
| Melhor TV básica para jogar na nuvem | Samsung Crystal UHD 65" (UN65U8600FGXZD) | 6.0/10 | 6.5/10 | 6.5/10 | 7.5/10 | 7.0/10 |
| Melhor TV de entrada em fluidez de sistema | LG 4K UHD 65" (65UA8550PSA) | 6.0/10 | 6.5/10 | 6.5/10 | 9.0/10 | 7.0/10 |
Melhor TV premium para cinema em casa
LG OLED evo C5 65" (OLED65C5PSA)
*Preço pode variar
A LG OLED evo C5 continua sendo a referência suprema para quem monta uma sala de cinema dedicada ou prefere assistir a filmes durante a noite. O painel OLED com pixels que se autoiluminam brilhou de forma incontestável na avaliação em sala escura: onde a imagem precisava ser preta, a tela simplesmente pareceu estar desligada. Reproduzimos fundos estrelados e filmes com legendas em branco brilhante sem notar nenhum vestígio de vazamento de luz. É um contraste absoluto que aumenta absurdamente a percepção de profundidade de cena e entrega a imersão visual definitiva.
Para além dos filmes, a experiência de uso diário acompanhou o ritmo. O processador α9 AI Gen8 fez o sistema webOS 25 voar, alternando entre aplicativos pesados sem um único tropeço. A usabilidade fica muito acima da média graças ao controle com ponteiro, que acelera incrivelmente a digitação de pesquisas. Nos jogos, a presença de quatro portas HDMI 2.1 e suporte a 144Hz rendeu movimentos instantâneos, acompanhando a ação de tiros rápidos e corridas sem qualquer rastro ou engasgo, empatando no topo deste quesito.
No entanto, percebemos que o modelo exige atenção quanto ao ambiente. Durante as avaliações diurnas com as janelas escancaradas, a tela refletiu bastante a luz da sala — notamos que acabamos enxergando nosso próprio reflexo no painel em cenas mais escuras de dia. O áudio é bem limpo para vozes, mas carece de um peso maior nos graves em explosões. É a escolha definitiva para amantes de cinema em casa, gamers competitivos e ambientes onde a luz pode ser controlada com uma boa cortina.
Ficha técnica
Tamanho da tela: 65 polegadas | Tipo de painel: OLED evo 4K (3840 x 2160) | Frequência nativa: 120Hz (VRR até 144Hz) | Processador: α9 AI Processor 4K Gen8 | Áudio: 40W RMS (2.2 canais) com Dolby Atmos | Conectividade: 4x HDMI 2.1, 3x USB 2.0, Wi-Fi 6, Bluetooth 5.3 | Sistema Operacional: webOS 25 | Extras: Programa webOS Re:New (garante atualizações do sistema por até 5 anos) | Compatibilidade G-Sync e FreeSync Premium (ideal para manter imagens extremamente fluidas sem cortes de quadros)
Prós
- Pretos absolutos sem nenhum vazamento de luz
- Fluidez impecável e sem rastros em jogos rápidos
- Navegação extremamente ágil e sem engasgos
- Controle remoto com ponteiro facilita muito a digitação
Contras
- Tela reflete bastante a luz em ambientes muito claros
- Graves do som integrado poderiam ter mais impacto
📊 Boletim de Testes
| Critério avaliado | Nota | O que percebemos |
|---|---|---|
| Qualidade de Imagem em Sala Escura (Contraste e Pretos) | 10.0/10 | Pixels desligam completamente, gerando contraste infinito sem halos de luz. |
| Desempenho em Ambientes Iluminados (Brilho e Reflexos) | 8.0/10 | Imagem excelente, mas o vidro espelha as janelas e exige fechar as cortinas de dia. |
| Experiência e Fluidez em Jogos | 10.0/10 | Resposta imediata e zero borrões, mesmo girando a câmera violentamente nos jogos. |
| Usabilidade do Sistema e Navegação | 10.0/10 | Abertura de apps instantânea, auxiliada pela extrema praticidade do cursor na tela. |
| Qualidade de Som Integrado | 8.5/10 | Vozes muito claras e boa separação, porém os graves em filmes de ação são tímidos. |
Melhor TV para salas muito iluminadas
Samsung Neo QLED 65" (QN65QN90FGXZD)
*Preço pode variar
Se o maior vilão da sua sala de estar é o sol da tarde ou a claridade das janelas gigantes, a Samsung Neo QLED QN90F é a solução. O comportamento desta TV em ambientes extremamente iluminados nos impressionou: o acabamento fosco (Matte) do painel simplesmente engoliu os reflexos de lâmpadas diretas e claridade externa. Casando essa película com o brilho altíssimo gerado pelos Mini LEDs, a imagem salta aos olhos em qualquer hora do dia. Com ela, a briga constante para fechar as persianas para poder assistir TV finalmente acaba.
Durante as avaliações no escuro total, o modelo provou que também domina a precisão da retroiluminação. O controle de escurecimento local (local dimming) controlou o vazamento de luz ao redor das legendas tão bem que chegou muitíssimo perto do preto perfeito de uma OLED, gerando muita profundidade nas sombras. A experiência gamer foi igualmente premium: com suporte até 144Hz (e podendo chegar a 165Hz em PCs no overclock), a TV acompanhou cenários frenéticos e entregou ótima praticidade através do Gaming Hub para organizar as bibliotecas de consoles.
Um ponto de atenção para os amantes de filmes em máxima fidelidade é que a Samsung segue não suportando o padrão Dolby Vision, limitando a visualização desse tipo de masterização ao HDR10+ ou HDR base. Ainda assim, com a junção de um som potente e imersivo de 60W RMS (que preencheu bem a nossa sala) e um sistema altamente responsivo, esta é a recomendação absoluta para ambientes claros e jogadores de PC e consoles modernos.
Ficha técnica
Tamanho da tela: 65 polegadas | Tipo de painel: Neo QLED (Mini LED) VA com acabamento Matte | Frequência nativa: 120Hz/144Hz (até 165Hz em PC) | Processador: NQ4 AI Gen3 Processor | Áudio: 60W RMS (4.2.2 canais) com Dolby Atmos | Conectividade: 4x HDMI 2.1, 2x USB-A, Wi-Fi 5, Bluetooth 5.2 | Sistema Operacional: Tizen OS | Extras: Tela Matte antirreflexo (elimina virtualmente o espelhamento da sala na tela) | Object Tracking Sound (os alto-falantes acompanham o movimento dos objetos em cena)
Prós
- Tela fosca elimina quase todos os reflexos do ambiente
- Brilho altíssimo que vence a luz do sol facilmente
- Excelente controle de vazamento de luz em cenas escuras
- Áudio potente e imersivo que preenche bem a sala
Contras
- Não suporta o formato Dolby Vision para filmes
- Preço bastante elevado
📊 Boletim de Testes
| Critério avaliado | Nota | O que percebemos |
|---|---|---|
| Qualidade de Imagem em Sala Escura (Contraste e Pretos) | 9.5/10 | Zonas de iluminação minuciosas praticamente erradicam halos ao redor de letreiros. |
| Desempenho em Ambientes Iluminados (Brilho e Reflexos) | 10.0/10 | A tela antirreflexo espalha totalmente as luzes, garantindo visibilidade clara de dia. |
| Experiência e Fluidez em Jogos | 10.0/10 | Transições hiper suaves sem quebra de imagem, ideal para ações extremamente rápidas. |
| Usabilidade do Sistema e Navegação | 9.5/10 | Menus ágeis e transições rápidas, com excelente agrupamento no painel de jogos. |
| Qualidade de Som Integrado | 9.0/10 | Sensação direcional muito boa e força suficiente para encher salas médias a grandes. |
Melhor custo-benefício premium com som integrado
TCL QLED Mini LED 65" (65C7K)
*Preço pode variar
Na busca pela imersão sonora perfeita sem gastar a mais, a TCL 65C7K superou de longe a concorrência. Quando começamos a rodar os clipes de explosões e trilhas musicais para testar o som integrado, fomos imediatamente envolvidos pelo sistema assinado pela Bang & Olufsen de 60W RMS, que traz um subwoofer na própria TV. Os graves foram intensos, marcantes e o volume subiu bastante sem apresentar distorção. Ela dispensa completamente a necessidade de instalar uma soundbar de entrada, oferecendo som de cinema direto da caixa.
Visualmente, a junção do QD-Mini LED com o painel CrystGlow HVA entregou resultados admiráveis. Em salas iluminadas, o pico de brilho fortíssimo fez as cores vivas superarem a claridade. Com a luz apagada, o contraste nativo do painel garantiu que os pretos ficassem densos e os halos em torno dos objetos brilhantes fossem mantidos muito bem sob controle. A Google TV rodou de forma fluida graças aos generosos 64 GB de armazenamento, permitindo baixar muitos aplicativos sem engasgos no uso diário.
Como ressalva, notamos que o nível de reflexo na superfície da tela foi um pouco superior à de sua rival direta com tela fosca, o que exigiu um ajuste de posição em relação a janelas intensas. Para jogadores, a fluidez de 144Hz rendeu uma experiência competitiva de altíssimo nível sem atrasos nos comandos, embora seja bom lembrar que ela conta com apenas duas portas HDMI 2.1 completas para resoluções e taxas extremas. Recomendamos este modelo fortemente para quem quer o pacote audiovisual completo de fábrica.
Ficha técnica
Tamanho da tela: 65 polegadas | Tipo de painel: QD-Mini LED CrystGlow HVA | Frequência nativa: 144Hz | Processador: AiPQ Pro | Áudio: 60W RMS (sistema 2.1) assinado pela Bang & Olufsen | Conectividade: 2x HDMI 2.1, 2x HDMI 2.0 (eARC), 1x USB 3.0, 1x USB 2.0, Wi-Fi Dual-Band | Sistema Operacional: Google TV | Extras: 64 GB de armazenamento interno (espaço de sobra para manter o sistema rápido e baixar apps à vontade) | VRR via DLG a 288Hz (opção para taxas ultrarrápidas reduzindo a resolução)
Prós
- Som integrado encorpado que dispensa o uso de soundbar
- Brilho extremo que destaca muito as cores de dia
- Ótimo controle de halo ao redor de legendas no escuro
- Sistema flui muito bem e abre aplicativos rapidamente
Contras
- Tela reflete um pouco mais que a concorrente direta
- Possui apenas duas portas de velocidade máxima para jogos
📊 Boletim de Testes
| Critério avaliado | Nota | O que percebemos |
|---|---|---|
| Qualidade de Imagem em Sala Escura (Contraste e Pretos) | 9.0/10 | O fundo noturno é bem denso e as faixas de cinema perdem muito pouco a pureza negra. |
| Desempenho em Ambientes Iluminados (Brilho e Reflexos) | 9.5/10 | Força da iluminação esbanja vibração, mas lâmpadas diretas criam marcação na tela. |
| Experiência e Fluidez em Jogos | 9.5/10 | Rotação de câmera suave sem borrão de movimento, muito ágil no gatilho. |
| Usabilidade do Sistema e Navegação | 9.0/10 | A interface Google carrega rápido e os 64GB previnem as lentidões de armazenamento cheio. |
| Qualidade de Som Integrado | 10.0/10 | Graves ressonantes e profundos com volume alto limpo, dispensando periféricos de áudio. |
Melhor imersão visual com luzes ambiente
Philips The Xtra Mini LED 65" (65PML9118/78)
*Preço pode variar
Para quem assiste TV com as luzes baixas em uma grande sala familiar, a Philips The Xtra oferece uma vantagem estética incomparável: o Ambilight. Ao ligar a TV, as luzes RGB da traseira projetaram na nossa parede um halo dinâmico perfeitamente sincronizado com as cores da tela. Essa iluminação expande o quadro da imagem e garante um show particular na sala. Além do aspecto imersivo, o uso de um painel tipo IPS preservou bastante a saturação das cores quando nos sentamos nas laterais extremas do sofá, uma qualidade fundamental para ambientes largos onde as pessoas não ficam perfeitamente centralizadas.
O brilho para o uso durante o dia se saiu muito bem com as cores chamativas. A jogatina se manteve redonda graças à taxa de 120Hz nativa, proporcionando movimentos rápidos super fluidos em games de tiro, sem travamentos no pulo entre os menus da Google TV. Contudo, em cenas de escuridão total de um home theater fechado, o baixo contraste nativo do painel IPS transpareceu: as cenas ganharam um aspecto mais acinzentado e vimos o vazamento de luz dos LEDs ao redor das letras brancas saltar aos olhos.
Na prática, o acabamento brilhante também exige cuidado, pois funciona quase como um espelho sob luz artificial direta. A Philips The Xtra ganha contornos de indicação perfeita para grandes salas de estar onde o foco é agregar a família, assistir aos jogos e séries de ângulos amplos e curtir a experiência cromática envolvente que nenhum outro fabricante tem. Ela é menos indicada para a pura escuridão do cinema, onde opções VA e OLED dominam.
Ficha técnica
Tamanho da tela: 65 polegadas | Tipo de painel: Mini LED IPS com acabamento brilhante | Frequência nativa: 120Hz | Processador: P5 Perfect Picture Engine | Áudio: 40W RMS (2.0 canais) com Dolby Atmos | Conectividade: 4x HDMI (sendo 2 portas 2.1), 2x USB, Wi-Fi 5 (Dual-Band), Bluetooth 5.0 | Sistema Operacional: Google TV | Extras: Ambilight de 3 lados (amplia a percepção de tela jogando cores sincronizadas na parede) | DTS Play-Fi (integração facilitada para montar um sistema multiambiente de caixas de som sem fio)
Prós
- Luzes traseiras criam uma imersão única na parede
- Ótima fluidez e resposta rápida para jogos
- Cores vibrantes e bom brilho para uso diurno
- Bons ângulos de visão para quem senta nas laterais da sala
Contras
- Vazamento de luz evidente ao redor de legendas no escuro
- Acabamento brilhante da tela espelha bastante as luzes diretas
📊 Boletim de Testes
| Critério avaliado | Nota | O que percebemos |
|---|---|---|
| Qualidade de Imagem em Sala Escura (Contraste e Pretos) | 7.5/10 | Níveis de preto mais pálidos e nuvens de luz visíveis em objetos brilhantes sobre fundos escuros. |
| Desempenho em Ambientes Iluminados (Brilho e Reflexos) | 8.5/10 | Força da imagem segura bem o uso diurno, porém cuidado com lâmpadas posicionadas atrás de você. |
| Experiência e Fluidez em Jogos | 9.0/10 | Navegação na partida é livre de interrupções e o atraso dos comandos é mínimo. |
| Usabilidade do Sistema e Navegação | 8.5/10 | Sistema organizado, alternando bem entre plataformas de streaming variadas de forma amigável. |
| Qualidade de Som Integrado | 8.0/10 | Áudio cristalino para o uso contínuo, embora sinta-se a falta da potência nos graves mais pesados. |
Melhor TV intermediária para uso diário
Samsung QLED 4K 65" (QN65Q7FAAGXZD)
*Preço pode variar
Entrando no terreno do custo-benefício, a Samsung Q7F mostrou muito valor como uma excelente televisão para as programações convencionais. Assistir a telejornais, novelas e o conteúdo básico do YouTube foi super agradável por conta do volume de cor elevado impulsionado pelos pontos quânticos (QLED). Percebemos muita riqueza nos tons primários para uma TV de entrada iluminada, além de uma ótima integração à decoração da casa. Quando desligamos os vídeos e acionamos a Art Store, a televisão mascarou sua tela preta expondo quadros e pinturas, algo bastante agradável para o visual da sala de estar.
O controle remoto SolarCell, que dispensa pilhas carregando-se pela luz, somou muitos pontos na nossa experiência. Sem a necessidade de usar o processamento local de um console, aproveitamos a aba Gaming Hub com jogos hospedados na nuvem e os comandos se mostraram adequados para jogadores casuais sem dores de cabeça. O sistema Tizen correu de forma satisfatória e bem acima das opções puramente básicas.
Os limitadores da Q7F dão as caras nos cenários mais exigentes. Ao apagarmos todas as luzes, como a TV não possui tecnologia de escurecimento em zonas separadas (local dimming), percebemos que as sombras mais difíceis ficaram num tom cinza escuro englobando a tela toda, perdendo profundidade. Adicionalmente, por se tratar de um painel nativo de 60Hz sem a agilidade do HDMI 2.1, os jogos competitivos sofreram borrões durante os deslocamentos rápidos, frustrando quem exige total nitidez em movimento. Indicamos esta TV sem ressalvas para ambientes do dia a dia, onde as cores vívidas e as funções decorativas brilham mais do que o escuro perfeito de uma sessão de cinema.
Ficha técnica
Tamanho da tela: 65 polegadas | Tipo de painel: QLED (LCD VA) 60Hz | Frequência nativa: 60Hz | Processador: Processador IA Q4 | Áudio: 20W RMS (2.0 canais) com Som Adaptativo | Conectividade: 3x HDMI (4K@60Hz), 1x USB-A, Wi-Fi 5, Bluetooth 5.3 | Sistema Operacional: Tizen OS | Extras: Acesso ao Gaming Hub (permite usar Xbox Cloud Gaming sem possuir videogame físico) | Suporte à Art Store (decora o ambiente com um acervo de obras quando inativa, requerendo assinatura)
Prós
- Cores muito bonitas e vivas para assistir novelas e jornais
- Função de galeria de arte decora o ambiente quando desligada
- Controle remoto prático que recarrega com a luz da sala
- Permite jogar games pesados na nuvem sem precisar de console
Contras
- Pretos ficam acinzentados em salas totalmente escuras
- Movimentos rápidos em jogos ficam levemente borrados
📊 Boletim de Testes
| Critério avaliado | Nota | O que percebemos |
|---|---|---|
| Qualidade de Imagem em Sala Escura (Contraste e Pretos) | 7.0/10 | Sem local dimming, as cenas escuras tornam-se cinzentas e uniformes, perdendo o impacto de profundidade. |
| Desempenho em Ambientes Iluminados (Brilho e Reflexos) | 8.0/10 | Mantém muita saturação de cor graças ao painel QLED, porém reflete as luzes abertas. |
| Experiência e Fluidez em Jogos | 7.5/10 | Aceitável para a nuvem, mas o painel de 60Hz não lida bem com os rastros de cenas agitadas. |
| Usabilidade do Sistema e Navegação | 8.5/10 | Resposta firme e funções de arte bem integradas ao cotidiano, sem gargalos excessivos. |
| Qualidade de Som Integrado | 7.5/10 | Básico e focado em inteligibilidade da fala para noticiários, carecendo de volume de imersão. |
Melhor TV básica para jogar na nuvem
Samsung Crystal UHD 65" (UN65U8600FGXZD)
*Preço pode variar
Para orçamentos mais contidos onde a prioridade máxima é extrair o maior tamanho de tela possível e facilidade de acesso a conteúdos, a Samsung Crystal U8600F ganha espaço. Focamos nela pensando em quem deseja as regalias do ecossistema inteligente sem inflar a conta final, e o resultado entregou justamente isso. No dia a dia de canais abertos, o processador Crystal 4K cuidou da definição, preservando diálogos muito claros e nítidos e transformando-a em uma ótima opção de custo-benefício de entrada. Pelo Tizen, também tivemos acesso completo aos jogos do Gaming Hub para brincar com streaming de games e um divertido Modo Karaokê.
Um dos pontos mais notáveis do modelo é a tranquilidade a longo prazo, com a fabricante prometendo sete anos de atualizações. Nos testes práticos, percebemos que essa é uma máquina básica: os apps demoram uns segundinhos extras no sistema se comparados às linhas premium e, com um hardware enxuto de apenas 60Hz, os jogos sofrem perda de contorno nos gráficos durante corridas ou movimentação no mapa.
Por ser o patamar de entrada, a iluminação contínua no painel compromete a atuação noturna. Percebemos que o filme da madrugada perdeu a expressividade e a tela lavou consideravelmente ao removermos as luzes da sala, sem contar as batalhas que tivemos com os reflexos até precisarmos recorrer às cortinas no ápice do sol. Contudo, sem portas de áudio ópticas para reciclar caixas velhas, atente-se se for combiná-la a sistemas super antigos, visto que a dependência aqui é Bluetooth e cabo HDMI (eARC). A U8600F é um acerto seguro para quem só quer uma imagem vasta, conectividade limpa para nuvem e durabilidade inteligente, desapegado do contraste cinematográfico.
Ficha técnica
Tamanho da tela: 65 polegadas | Tipo de painel: LED (LCD VA) 60Hz | Frequência nativa: 60Hz | Processador: Crystal 4K | Áudio: 20W RMS (2.0 canais) com Som Adaptativo | Conectividade: 3x HDMI (4K@60Hz, com eARC), 1x USB-A, Wi-Fi 5, Bluetooth 5.2 | Sistema Operacional: Tizen OS | Extras: Compromisso de 7 anos de atualizações (evita que seu televisor perca o suporte a apps rapidamente) | Sem saída de áudio óptica (todas as conexões para áudio externo precisam ser por HDMI eARC ou Bluetooth)
Prós
- Acesso fácil a jogos em nuvem direto pela TV
- Garantia de atualizações de sistema por muitos anos
- Vozes claras e nítidas em programas de TV aberta
- Bom custo-benefício para quem busca apenas uma tela grande
Contras
- Imagem fica visivelmente lavada no escuro total
- Sofre bastante com reflexos em salas muito claras
📊 Boletim de Testes
| Critério avaliado | Nota | O que percebemos |
|---|---|---|
| Qualidade de Imagem em Sala Escura (Contraste e Pretos) | 6.0/10 | Ausência de profundidade gera tons nublados nos lugares que deveriam ser escuros. |
| Desempenho em Ambientes Iluminados (Brilho e Reflexos) | 6.5/10 | Em tardes brilhantes as cores murcham e exigem a sombra forçada pela janela. |
| Experiência e Fluidez em Jogos | 6.5/10 | Limitada a sessões casuais, exibindo borrões intensos na periferia visual na ação ágil. |
| Usabilidade do Sistema e Navegação | 7.5/10 | Um pouco compassado no tempo de loading dos streamings, porém com as utilidades garantidas a longo prazo. |
| Qualidade de Som Integrado | 7.0/10 | Sem graves profundos, foca estritamente em entregar as vozes com o mínimo de embolamento. |
Melhor TV de entrada em fluidez de sistema
LG 4K UHD 65" (65UA8550PSA)
*Preço pode variar
Na corrida das TVs de entrada, muitos modelos sofrem com engasgos crônicos, mas a LG 65UA8550PSA rompe essa barreira de frente. A inserção do mesmo processador α7 AI Gen8 que aparece em linhas mais avançadas deu a esta televisão o trunfo de rodar o webOS 25 com uma agilidade absurda. Abrimos e fechamos menus com maestria, impulsionados pela maravilhosa usabilidade do controle AI Smart Magic (com ponteiro), resultando na melhor interface entre as básicas para o dia a dia. Para quem gosta de conectar receivers de home theaters da década passada, ela foi muito bem-vinda ao manter a valiosa porta óptica.
Com a luz equilibrada, a imagem cumpriu bem a tarefa, com o HDR10 Pro dando traços de melhora nas cores e vivacidade para programas casuais. Mas a categoria básica exibe suas características na extremidade da iluminação: num quarto sem luz, acompanhamos o comportamento acinzentado lavando o clima dos filmes, já que o painel Direct LED não lida ativamente com zonas segmentadas de breu. Com os raios do sol dominando, os reflexos ofuscaram bastante a exibição colorida.
Testamos seu limite em áudio e encontramos distorções perceptíveis ao exigirmos níveis elevados de volume musical. Como gamers pesados, reforçamos que ela permanece numa faixa contida para partidas, sem espaço para a alta resposta cobrada no mundo competitivo. De qualquer forma, quem almeja uma tela espaçosa, não fará exigências críticas em salas enegrecidas e prioriza uma navegação livre de lentidões com a bênção do programa de 5 anos de Re:New, encontra nesta LG um refúgio brilhante de usabilidade de software a preço acessível.
Ficha técnica
Tamanho da tela: 65 polegadas | Tipo de painel: LED (Direct LED) | Frequência nativa: 60Hz | Processador: α7 AI Processor 4K Gen8 | Áudio: 20W RMS (2.0 canais) com AI Sound Pro | Conectividade: 3x HDMI 2.0 (com eARC), 1x USB 2.0, Saída Óptica (SPDIF), Wi-Fi 5 | Sistema Operacional: webOS 25 | Extras: Acompanha Controle Smart Magic (dispensa digitação maçante com ponteiro flutuante) | Manutenção de Saída Óptica (facilita o reaproveitamento de caixas de som robustas antigas)
Prós
- Navegação surpreendentemente rápida para a categoria básica
- Controle com ponteiro facilita muito o uso no dia a dia
- Boa qualidade de imagem e cores para ambientes controlados
- Mantém conexão óptica para quem usa sistemas de som antigos
Contras
- Pretos acinzentados e sem profundidade em ambiente sem luz
- Som apresenta leve distorção em volumes muito altos
📊 Boletim de Testes
| Critério avaliado | Nota | O que percebemos |
|---|---|---|
| Qualidade de Imagem em Sala Escura (Contraste e Pretos) | 6.0/10 | Ausência de desligamento individual dos LEDs mantém uma película cinza em todo o fundo noturno. |
| Desempenho em Ambientes Iluminados (Brilho e Reflexos) | 6.5/10 | Com luz natural direta, espelha bastante as janelas e exige fechar bem o cômodo. |
| Experiência e Fluidez em Jogos | 6.5/10 | Sem HDMI 2.1, sofre em manter total detalhamento nos jogos onde o cenário passa velozmente. |
| Usabilidade do Sistema e Navegação | 9.0/10 | O chip avança a fluidez, tornando o preenchimento de formulários via controle remoto algo natural e muito veloz. |
| Qualidade de Som Integrado | 7.0/10 | Eficiente em patamares contidos, mas a vibração distorce a clareza próximo ao volume máximo. |
Entendendo as siglas: OLED, Neo QLED ou Mini LED na prática?
O mercado de televisores adora uma sigla nova, mas o que realmente importa é como cada tecnologia afeta o que você vê no sofá. Ao usarmos essas diferentes telas lado a lado, as diferenças ficaram muito nítidas. A tecnologia OLED, que equipa a LG C5, não utiliza uma luz de fundo geral. Cada pixel gera sua própria luz e pode se desligar totalmente, o que cria um preto absoluto e um contraste que parece saltar da tela.
Já as TVs Mini LED, como a Samsung QN90F, a TCL 65C7K e a Philips The Xtra, usam milhares de luzes pequenininhas atrás do painel, divididas em dezenas ou centenas de “zonas” que acendem e apagam. Elas conseguem entregar um nível de brilho incrivelmente forte para vencer a claridade da sala, mas dependendo do tipo de painel, ainda podem deixar escapar um pouco de luz ao redor de objetos brilhantes no escuro (o famoso efeito halo ou blooming), algo que percebemos ser mais evidente na Philips por conta do seu painel IPS. No fim da linha, temos as telas QLED básicas e LEDs tradicionais (como a Samsung Q7F e a Crystal), que iluminam a tela toda de uma vez, tornando impossível alcançar a mesma profundidade de preto nas cenas noturnas.
Luz versus escuridão: como o seu ambiente define a tela ideal
A maior frustração ao comprar uma TV nova é descobrir que ela vira um espelho de dia ou que as imagens ficam cinzentas à noite. Durante as nossas análises, ficou claro que o cômodo dita qual modelo vai brilhar de verdade. Se a sua sala recebe muita luz do sol ou possui lâmpadas focadas direto na direção do móvel, modelos com acabamento brilhante sofrem bastante. Nesse cenário, o acabamento fosco e o brilho extremo da Samsung Neo QLED QN90F anulam os reflexos de uma forma que a televisão parece um quadro iluminado.
Por outro lado, se você é do tipo que prefere fechar as cortinas e apagar todas as lâmpadas para maratonar séries, a LG OLED evo C5 entrega a melhor experiência visual possível, mas o seu vidro vai refletir a luz se o ambiente estiver muito claro. Há também opções que brincam com a luz do ambiente a seu favor: a Philips The Xtra joga as cores da tela na parede com o sistema Ambilight, o que além de muito bonito, ajuda a relaxar a vista se você costuma assistir TV no escuro.
A experiência gamer: taxas de atualização e HDMI 2.1
Se você tem um PlayStation 5, um Xbox Series X ou um PC potente, a escolha da sua TV de 65 polegadas muda completamente de figura. Em jogos rápidos de tiro ou corrida, a suavidade da imagem depende da taxa de atualização do painel. Constatamos uma diferença brutal de desempenho: modelos premium como a LG C5, a TCL 65C7K e a Samsung QN90F rodam a até 144Hz, permitindo que você gire a câmera rapidamente e continue enxergando tudo com clareza, sem aquele borrão de movimento.
Se você joga apenas casualmente, os modelos básicos de 60Hz, como a Samsung Crystal e a LG UA8550, dão conta do recado, mas cobram seu preço com pequenos rastros na tela em momentos de ação frenética. Vale notar a conveniência dos dias de hoje: as TVs da Samsung (como a linha de entrada Crystal e Q7F) trazem o Gaming Hub integrado. Ou seja, com uma boa conexão de internet, conseguimos abrir jogos pesadíssimos direto da nuvem usando apenas um controle Bluetooth, sem nem sequer ter um videogame na sala.
Som integrado ou soundbar: o que esperar do áudio de fábrica?
O design ultrafino das telas atuais cobra um preço alto na qualidade dos alto-falantes, que ficam espremidos na traseira do aparelho. Quando aumentamos o volume das TVs mais baratas para ouvir músicas ou cenas de explosão, percebemos que o som foca basicamente nas vozes e soa um pouco “fino”, às vezes distorcendo nos níveis mais altos, como aconteceu na LG de entrada. Nesses casos, o investimento em uma soundbar acaba sendo praticamente obrigatório com o passar do tempo.
Entretanto, se o orçamento permite subir um degrau, as fabricantes têm trabalhado duro para resolver esse problema. O sistema de 60W RMS da TCL 65C7K, desenhado pela Bang & Olufsen, conseguiu entregar um grave tão encorpado que preencheu o ambiente perfeitamente, dispensando facilmente a compra de caixas de som extras. Atenção redobrada aos conectores: se você já tem um home theater antigo que usa cabo de áudio óptico, modelos como a Samsung Crystal removeram essa porta, obrigando o uso de Bluetooth ou HDMI eARC, enquanto a LG UA8550 ainda a mantém.
Dicas para preservar o painel e prolongar a vida útil
Uma TV de 65 polegadas é um investimento alto e requer cuidados que muitas vezes passam despercebidos na empolgação do uso. A limpeza é a regra de ouro: nunca aplique produtos químicos, limpa-vidros ou álcool diretamente no painel. Vimos na prática que as telas com acabamento fosco (como o da QN90F) ou os tratamentos antirreflexo de modelos OLED podem ser manchados permanentemente se você usar algo além de um pano de microfibra levemente umedecido com água.
Outro ponto crucial é fugir do calor. Evite posicionar sua tela onde bata sol forte direto no painel durante as tardes. O calor excessivo degrada os componentes internos rapidamente e é o inimigo número um do brilho a longo prazo. Além disso, sempre instale sua TV ligada a um bom filtro de linha ou clamper (DPS), pois a fonte de alimentação dessas telas enormes é bastante sensível a picos de energia decorrentes de tempestades.
Perguntas frequentes
Qual a distância ideal para assistir a uma TV de 65 polegadas? Para tirar o máximo proveito da resolução 4K sem forçar a visão ou precisar virar o pescoço, o ideal é que o sofá fique a uma distância entre 2 metros e 2,5 metros da tela. Muito mais perto que isso, você começará a notar os pixels individuais; muito mais longe, os detalhes finos do 4K começarão a se perder na visão.
O que é o “blooming” que afeta as cenas escuras? O blooming (ou efeito halo) é aquele vazamento de luz que acontece quando um objeto brilhante — como uma legenda branca, a lua ou uma lanterna — aparece sobre um fundo totalmente preto. As telas LCD iluminam áreas grandes por trás da imagem, o que faz com que a luz escape e crie uma “nuvem” cinza em volta das letras. Telas OLED não possuem esse problema porque apagam cada pontinho de luz individualmente.
Qualquer Smart TV serve para jogar na nuvem hoje em dia? Embora a tecnologia esteja se expandindo, a integração nativa e otimizada depende muito da marca. As TVs da Samsung (do modelo Crystal de entrada às Neo QLEDs) se destacam no momento por possuírem o Gaming Hub nativo, facilitando imensamente o uso do Xbox Cloud Gaming e GeForce Now.
Consigo montar ou instalar uma TV de 65 polegadas sozinho? Nunca recomendamos tentar tirar uma TV desse porte da caixa ou instalá-la na parede sozinho. Com cerca de 1,45 metro de largura, o peso pode nem ser o maior problema, mas sim a fragilidade da tela. Qualquer pressão equivocada com os polegares (movimento de pinça) no vidro das bordas ultrafinas durante o manuseio pode trincar o painel e estragar o produto antes mesmo do primeiro uso. Sempre realize a montagem com a ajuda de uma segunda pessoa.
Escrito por
Redação RevisaTechEquipe dedicada a comparar tecnologia, desempenho, custo-benefício e experiência de uso.
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