Revisão Samsung QLED 4K 65" (QN65Q7FAAGXZD): a escolha certa para a sala de estar iluminada

A Samsung QLED 4K 65" (modelo QN65Q7FAAGXZD, tratada no mercado como a nova versão da linha Q7F) é uma smart TV de entrada com tecnologia de pontos quânticos voltada para o consumo casual. Ela foi desenhada especificamente para quem busca uma tela grande e com cores vibrantes para assistir à TV aberta, novelas, jornais e vídeos no YouTube em ambientes com iluminação natural. No entanto, por abrir mão de recursos premium de painel, ela definitivamente não é a melhor opção para entusiastas de home theater que gostam de assistir a filmes no breu total, tampouco para gamers competitivos que exigem altíssima fluidez de imagem.
Aviso de transparência: Nossas avaliações são 100% independentes e imparciais. Se você comprar algum produto através dos nossos links, podemos receber uma comissão de afiliado, sem nenhum custo adicional para você.
Prós
- Cores muito bonitas e vivas para assistir novelas e jornais
- Função de galeria de arte decora o ambiente quando desligada
- Controle remoto prático que recarrega com a luz da sala
- Permite jogar games pesados na nuvem sem precisar de console
Contras
- Pretos ficam acinzentados em salas totalmente escuras
- Movimentos rápidos em jogos ficam levemente borrados
O que esperar da qualidade de imagem no dia a dia
O grande trunfo desta televisão é o uso do painel LCD tipo VA aliado à tecnologia QLED (pontos quânticos). Em salas de estar comuns, com janelas abertas ou lâmpadas acesas, a TV se sai muito bem. Percebemos uma riqueza notável nos tons primários, o que torna a programação cotidiana muito mais agradável aos olhos. O nível de brilho dá conta de combater boa parte dos reflexos, preservando a saturação das cores mesmo durante a tarde.
O limite do produto, porém, aparece quando o sol se põe e você apaga todas as luzes para uma sessão de cinema. Como esta Samsung não possui o recurso de local dimming — a tecnologia capaz de desligar a luz de fundo em zonas específicas da tela —, o contraste profundo não existe. Cenas no espaço ou filmes de terror mais escuros ganham um aspecto cinza escuro global, tirando o impacto das sombras e achatando a profundidade da imagem. Se a sua prioridade for assistir a filmes de forma imersiva em ambientes escuros, você sentirá falta de um painel Mini LED ou OLED.
Desempenho em jogos e navegação
Equipada com o Processador IA Q4, a interface Tizen OS se move com bastante competência para a categoria. A navegação pelos menus e a troca de aplicativos de streaming acontece sem engasgos drásticos, proporcionando uma usabilidade firme. Um ponto forte é o Gaming Hub, que permite jogar títulos do Xbox Cloud Gaming e GeForce Now via nuvem diretamente na TV. O recurso elimina a necessidade de possuir um console físico, dependendo apenas de uma boa conexão com a internet e um controle Bluetooth pareado.
Porém, para quem já possui um PlayStation 5, Xbox Series X ou um PC de ponta, a TV decepciona. O painel é travado nativamente em 60Hz e não traz entradas HDMI 2.1 completas para recursos avançados como suporte a 120Hz ou Taxa de Atualização Variável (VRR). Na prática, movimentos bruscos de câmera em jogos de tiro ou corrida geram rastros e pequenos borrões, frustrando quem espera máxima nitidez durante ações rápidas. O som integrado de 2.0 canais e 20W RMS cumpre o papel de entregar vozes nítidas para o uso básico, mas carece de corpo e graves para explosões ou trilhas sonoras épicas.
Ficha técnica
- Tamanho da tela: 65 polegadas
- Tipo de painel: LCD VA com tecnologia QLED (iluminação global)
- Frequência nativa: 60Hz
- Processador: Processador IA Q4
- Formatos de HDR: Quantum HDR, HDR10+, HLG
- Áudio: 2.0 canais, 20W RMS (Som Adaptativo, Sincronia Sonora)
- Conectividade: 3x HDMI 4K@60Hz (1x eARC), 1x USB-A, Ethernet, Wi-Fi 5, Bluetooth 5.3
- Sistema Operacional: Tizen OS
- Sintonizador: ISDB-T (TV digital)
- Alimentação: Bivolt (100-240V ~ 50/60Hz)
- Suporte VESA: 400 x 300 mm
Recursos extras para o conforto da sala
Duas funções adicionais mudam a percepção de valor desta TV. A primeira é o acesso à Art Store, que transforma a tela em uma galeria de artes digitais e fotografias quando a televisão está inativa. Em vez de um grande retângulo preto desligado na sala, ela compõe a decoração do ambiente, embora seja importante frisar que o acervo completo de obras exige o pagamento de uma assinatura mensal.
O segundo destaque vai para o SolarCell, o controle remoto oficial da marca. Ele dispensa completamente o uso de pilhas descartáveis, pois recarrega sua bateria interna através da luz ambiente (solar ou artificial) da sala de estar e também captando ondas de rádio (RF) de roteadores Wi-Fi próximos. Além de ecológico, é extremamente prático para o usuário esquecido.