Revisão Smartwatch Xiaomi Watch 2 Pro Black: o verdadeiro "celular de pulso" para o ecossistema Android

O Smartwatch Xiaomi Watch 2 Pro Black representa uma mudança de patamar nos vestíveis da fabricante, deixando de ser apenas um monitor de saúde básico para se tornar uma extensão real do seu smartphone. Equipado com o sistema Wear OS da Google, ele é indicado para quem deseja responder mensagens por um teclado virtual, navegar por mapas na tela e realizar pagamentos por aproximação no comércio brasileiro. No entanto, se você usa iPhone ou prioriza relógios esportivos que passam semanas longe da tomada, este modelo definitivamente não é para você.
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Prós
- Permite instalar aplicativos como Spotify e WhatsApp
- Pagamentos por aproximação funcionam perfeitamente
- Mede a composição corporal direto no pulso
- Resposta de mensagens com teclado na tela
Contras
- Incompatível com iPhones
- Bateria exige recargas frequentes a cada dois dias
O peso da inteligência no uso diário
Na prática, o Watch 2 Pro entrega uma fluidez impecável graças ao processador Snapdragon W5+ Gen 1 e aos 2 GB de RAM. Instalar o Spotify para ouvir músicas offline via fones Bluetooth ou usar o Google Maps para caminhar por uma cidade desconhecida sem sacar o celular são tarefas executadas sem engasgos. A coroa física giratória ajuda muito na navegação pelas listas de aplicativos, e a construção em aço inoxidável polido atrai olhares, conferindo o visual robusto da alta relojoaria.
Entretanto, toda essa inteligência cobra seu preço direto no conforto e na autonomia. A bateria de 495 mAh suporta no máximo 65 horas de uso na versão Bluetooth. Se você ativar a tela sempre ligada (Always-On Display), usar o GPS de dupla frequência para corridas e brincar ativamente com aplicativos, prepare-se para repousá-lo no carregador a cada um ou dois dias. Além disso, a caixa de aço torna o relógio um dispositivo consideravelmente pesado (cerca de 54,5 g sem a pulseira), o que pode ser um tanto invasivo e desconfortável para quem gosta de monitorar o sono de forma contínua.
Para quem vale a compra e alertas importantes
Além das medições tradicionais de batimentos e oxigenação, o grande diferencial de saúde deste modelo é o sensor de impedância bioelétrica. Semelhante ao funcionamento de balanças inteligentes, basta encostar os dedos nos botões laterais para que ele estime sua massa muscular e percentual de gordura em segundos. É um recurso valioso para quem frequenta a academia e gosta de acompanhar o impacto dos treinos no corpo.
Mas atenção às restrições: a compra só faz sentido se você possui um celular Android (8.0 ou superior) com os serviços do Google ativados. A incompatibilidade com o ecossistema da Apple é absoluta — ele não pareia com o iPhone sob nenhuma circunstância.
Outro cuidado crucial na hora da compra diz respeito ao preço. Fique alerta a anúncios muito baratos (próximos a R$ 1.300), pois esse valor é irreal para a categoria premium importada. Preços baixos demais indicam prováveis golpes ou confusão de cadastro com o modelo Xiaomi Watch 2 padrão, que tem construção mais simples em alumínio e perde a coroa rotativa.
Ficha técnica
- Tela: AMOLED de 1,43 polegada (466 x 466 pixels) com Always-On Display e brilho de até 600 nits
- Processador: Qualcomm Snapdragon W5+ Gen 1 (4 nm)
- Memória: 2 GB de RAM e 32 GB de armazenamento interno
- Material da caixa: Aço inoxidável polido
- Bateria: 495 mAh (até 65 horas de autonomia na versão Bluetooth)
- Conectividade: Wi-Fi, Bluetooth 5.2, NFC (suporte a Google Wallet) e GPS de dupla frequência (L1+L5)
- Resistência à água: 5 ATM
- Sensores: Frequência cardíaca, SpO2, impedância bioelétrica, acelerômetro, barômetro, bússola
- Sistema Operacional: Wear OS 3.5
- Compatibilidade: Exclusivo para smartphones Android 8.0 ou superior (Não suporta iOS)